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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Deserto que se faz

O deserto, sendo a mais agreste natureza, é fascinante no silêncio, impressionante para os olhos e poderoso pelos sentimentos que provoca a quem nele se encontra. 

O deserto da Judeia, onde Jesus passou quarenta dias antes do início da sua vida pública, é ainda mais marcante por ser todo ele composto de montanhas a perder de vista, diferentemente do deserto que nos salta à mente, de longas planícies recortadas pelas dunas.

Mas, deserto é deserto! A marca que deixa imprime-se na alma e conduz a experiências próximas de eternidade. A aspereza do deserto e a distância a que o temos, dificultam a experiência nele. Acontece que, graças a Deus, o deserto também pode construir-se, e é necessário que assim seja, por cada um, em si mesmo. Pobres de nós quando não soubermos semear deserto na agitação que nos percorre a vida e em alta velocidade a atira para experiências que não temos tempo de saborear, por não termos o vagar e o tempo, o olhar desperto e o ouvido aberto, para saborear o doce encanto da água que corre no rio e que, deixando nós, lava a alma arrefecida por pensamentos negativos e agressivos; que lima as arestas da pedra em que o ódio transformou o coração. Perdemos a harmonia dos ritmos e sons  com que, em cada momento, a natureza busca moldar-nos. Fechamos os ouvidos com ritmos e sons injetados por pequenos instrumentos eletrónicos. 

Com apressados passos moldamos o corpo e criamos nele o desejo forte de viver muito tempo, esse tempo que não temos tempo de viver, e bem, esse bem que não alcançamos porque ele nasce e cresce a partir de dentro e é fortalecido a partir de fora, na relação confiante e necessária com os outros.

Necessário deserto aquele que me ensina e permite encontrar-me comigo, fazendo-me sentir parte do todo que é a Obra da Criação, mas também alimentando-me a certeza de que sou, somos, muito mais que essa obra criada, por sermos imagem e semelhança do Criador. Se o pecado nos desfeou e fez perder a beleza dessa imagem, a salvação operada por Cristo, possibilitou-nos restaurá-la. Só deixando-nos ser participantes da beleza de Deus, descobriremos o sentido do que somos. Só o deserto, construído, sentido e vivido, permitirá essa participação.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Ricos e Pobres

 

Em Dia Mundial dos Pobres, somos convidados a uma reflexão sobre a pobreza, que vai muito para além daquilo a que, comummente, se apelida de pobreza. Imediatamente se identificam como pobres os que não têm que comer, ou condições para viver com um mínimo de dignidade económica. Verdade que o são, mas pobre é todo aquele que a quem faltam condições para viver como pessoa, e, muitas vezes, o que nos faz verdadeiramente pobres não é a falta de dinheiro ou de comida, mas   a de tudo aquilo que os possa fazer sentir não amados: a solidão, a ausência dos filhos, a incapacidade para  o relacionamento com os demais, seja por não se ter as pessoas próximas, seja pela maneira de ser e de viver. Neste sentido, é preciso voltarmos o olhar para nós próprios a tentar descortinar se não haverá em nós, também, uma certa dimensão de pobreza, mesmo que economicamente possamos ser muito abastados.

Somos muito sensíveis na busca de soluções imediatas para sanar as dificuldades momentâneas de alguém dando e distribuído "bens essenciais", sobretudo porque isso acaba por nos deixar uma certa consolação de termos ajudado, descomprometendo-nos do muito mais que poderíamos fazer, e que  precisa ser feito.

A vergonha, o medo, ou a falta de alguém confiável, leva aquele que vive em necessidade, seja ela de que tipo for, a não se aproximar facilmente para um "pedir" ajuda. Atitude perfeitamente compreensível e que é preciso entender. Importa, acima de tudo, ir ao encontro, fazermo-nos próximos de quem precise de nós, não por sermos mais ou melhores, porque ninguém é melhor que ninguém, para partilharmos o que somos, talvez mais do que o que temos, e sermos, assim,

Aproximarmo-nos de um "pobre" só se torna possível e fecundo se nos fizermos pobres com ele. Aqui entra a misericórdia: envolvermos o nosso coração na "miséria de coração" do outro. Não esqueçamos, no entanto, e nunca, que o nosso coração é tão miserável como o do outro. Entrando na pobreza do outro, perceberemos o quão pobres somos. Só Deus nos faz ricos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Sem Vida

No que diz respeito à catequese das crianças e adolescentes, começam as aflições que a todos tocam. Para os "responsáveis" pela catequese, a começar pelo pároco, levantam-se as questões costumeiras: como fazer? Onde "encontrar" catequistas?... Já da parte de dos catequizandos se levanta o problema do "já aí está a  escola e a catequese outra vez"... Por parte dos pais, particularmente os que têm filhos em idade de iniciar a caminhada catequética, importa  saber o  quando começa e o como inscrever os filhos?.

Tudo questões para as quais se encontrarão respostas e soluções, mais ou menos atravancadas, infelizmente, por as nossas comunidades não estarem preparadas, nem se sentindo necessitadas de catequese, porque, mais grave ainda, não se sente proximidade com Deus nem, ao menos, necessidade d'Ele.

Ao iniciar mais um ano de catequese, muitas  questões se levantam a quem tem o desejo e a responsabilidade de a fazer avançar. Antes de mais, perguntamo-nos do "a quem" catequizar? A resposta vai no sentido oposto àquilo que, habitualmente, se faz. Os adultos, esses que já têm "tudo", são aqueles que mais têm necessidade de catequização porque, na prática, uma enormíssima maioria não tem "nada". Se não são os pais a assumir a responsabilidade e o cuidado da educação dos filhos, diremos que é perder tempo e contraproducente a catequese às crianças. A elas dá-se um sopro daquilo que os pais negam, em teoria e em prática. O resultado? "Nenhum". Deixo a resposta entre aspas por não corresponder exatamente à verdade, pois a ação da graça divina não é vã, e, além disso,  pelo menos alguns dos catequistas acabam por fazer caminhada. 

Afirmar que o resultado é nenhum, vem-nos da análise que, com o olhar, fazemos das nossas comunidades, das nossas celebrações. Não se veem as crianças, os adolescentes ou os jovens crismados, a fazer parte da comunidade celebrativa. Só celebra quem vive. Quem não vive está morto. Não se veem os pais dos filhos que frequentam a catequese. Se não há vida nos pais, dificilmente a haverá nos filhos. Honra seja feita àqueles, muito poucos, que, fazendo parte destes grupos dos ausentes, estão presentes  e manifestam fé. 


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Que Bom Pastor?

 

Celebramos o "Dia do Bom Pastor". Vivemos em tempo de sobrevalorização dos animais, a ponto de, num  dos países da América Latina, já se estar a fazer proposta de lei para considerar os animais como "pessoas não humanas". Elevá-los ao nível de pessoa é conceder-lhes direitos que se igualem aos humanos, se bem que não se lhes podem dar deveres, porque eles não são racionais, não tendo, por isso, capacidade para os entender e, como tal, para os cumprir.

Celebrar o Cristo Bom Pastor é imagem bela para que
tomemos consciência de que somos "rebanho" conduzido, guiado e amado, por Aquele que se se fez um e nós
, pondo-se ao nosso nível, para manifestar o infinito amor com que Deus ama, capacitando-nos, assim, para o entendimento desse amor, precisamente porque foi, é, em humanidade que Ele se manifesta, se dá a conhecer. O Senhor não enviou um Anjo, ou um outro ser espiritual, veio Ele mesmo, assumindo a natureza humana, para poder comunicar-Se a nós de modo que pudéssemos entender.

Bom Pastor que guia o seu rebanho, o seu Povo, por caminhos plenos de verdade e de vida, a pastagens que alimentam em eternidade, fazendo-se Ele mesmo alimento. É muito mais profunda, esta imagem do Bom Pastor, que aquilo que podemos alcançar. somos guiados, levados, alimentados, para viver eternamente, não conduzidos e alimentados para, no fim, ser mortos em proveito do pastor; o nosso Pastor adquiriu-nos, não a preço de ouro ou prata, mas a preço do seu sangue, deixando que a sua vida fosse um permanente "desfazer-se" a si mesmo, para "fazer" de nós filhos. Hoje, Ele continua a "derreter-se" em misericórdia e ternura, pegando-nos ao colo, cumulando-nos de Graça e suspirando que nos confiemos à vida que nos oferece. Aos mais frágeis olha-os e ama-os com um amor misericordioso que passa "para além daquilo que é o infinito".

Pastor bom, que se faz vida e alimento na liberdade que nos oferece e em que podemos recusá-Lo e ser tudo aquilo que Lhe seja contrário e ofensivo. Haverá comunhão de vida, em ato de entrega e aceitação, na relação humano-divina do Bom Pastor com o seu Rebanho, na medida, e tanto quanto, nós, as suas ovelhas nos deixarmos confiadamente conduzir e amar por Ele.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

vai-te daqui, Satanás

 



Satanás não é propriamente o mais simpático de se chamar a alguém, mas foi o que Jesus chamou a Pedro, quando reagiu como reagiu ao ouvir Jesus dizer que havia de morrer às mãos dos “grandes” de Jerusalém.

Satanás tão somente aquele que se opõe e comanda toda a oposição a Deus. Toda a sua vontade e todo o seu agir vão no sentido de impedir que se realize o projeto salvador de Deus. Porque contra Deus não pode nada, atua junto das criaturas livres, o ser humano, para nos levar a negar, a impedir e a recusar a salvação operada e oferecida por Deus. Deus salva, o diabo quer que não chegue a nós essa salvação. 

Embora não se dando conta, S. Pedro estava a deixar-se guiar por vontade diabólica procurando levar Jesus a não se entregar à morte, precisamente porque seria nessa entrega que aconteceria a salvação, como de facto sucedeu. S. pedro está a reagir com a melhor das intenções querendo evitar a morte de Jesus - “Deus Te livre de tal, Senhor, isso não há de acontecer” - Se tal não acontecesse, não aconteceria a Salvação, os planos de Deus seriam frustrados. Esse era, continua a ser, o plano de satanás. Porque estava a agir por meros intuitos humanos, recusando que a ação de Deus se operasse, estava a ser intermediário do mal, e Jesus identifica-o com o próprio mal.

É assim mesmo que ele atua: discretamente; fazendo passar por bom aquilo que é mau; atraindo para a ilusão de vida aquilo que a ela não conduz; criando indiferença em relação a Deus; destruindo as bases das relações de amor, como é o caso da família; sexualizando as relações entre pessoas; levando a transpor os valores da vida humana para os animais, desvalorizando-os nas pessoas; destruindo a vida pelo aborto e a eutanásia, fazendo passar por valores aquilo que é exatamente o seu contrário… Tenha-se em conta que, como norma, ele não atua diretamente, mas através das pessoas, e sempre que se faz a sua vontade ele ganha terreno e quem perde somos nós. Ele nada perde porque só há sentimento de algo que é bom, e ele é condenado e nada há nele que não seja mal.

Foi das suas mãos, do seu poder, do seu domínio, que Jesus nos libertou ao morrer na cruz. É dele que Deus quer libertar-nos. Está em nós a escolha.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Vamos Recomeçar

Depois e duma "eternidade" sem a celebração da missa com a presença física da comunidade, reabre-se-nos a ocasião de o voltarmos a fazer. A celebração da missa e básico, porque ela é a base, na vida da Igreja. A participação nunca é virtual, ainda que seja feita por meios virtuais, mas a celebração com a presença física da comunidade é essencial. Claro está que esta participação tem os seus limites, aqueles que são humanos: doença, idade avançada, distância...

É preciso que nos previnamos quanto à possibilidade de virmos a contrair e/ou contaminar alguém, com um vírus, que pode ser mortal. Mas também não ns podemos fechar no medo de morrer, precisamente por que esse medo pode conduzir à morte. Vamos participar, assumindo limites, tendo cuidados.    

A Conferência Episcopal deu algumas orientações que acolhemos e vamos procurar respeitar. Fazemo-lo seguindo as orientações que nos são dadas pelos nossos pastores. A eles devemos obediência. Pensemos, confiantes, que estas medidas são temporárias, e peçamos ao Senhor que a vida volte, ao menos, à "normalidade" que tinha antes desta situação de pandemia.

Doem algumas coisas. Entre elas o impedimento à participação, por exiguidade de espaço, de alguns que o faziam habitualmente; o aconselhar à não participação de alguns idosos e doentes, por serem de risco; a "obrigação" de comungar na mão. O ataque continua a ser feito, a banalização da eucaristia tem aí um forte impulso. Pedimos ao Senhor que esta pandemia termine e outras não venham, também por isto: para podermos recebê-Lo com outro sentido. 

Enquanto a situação de limitação se mantiver, publicaremos, quinzenalmente, o programa de celebrações am ambas as paróquias.



sexta-feira, 22 de maio de 2020

Novena ao Espírito Santo 2020

1º Dia - 22 de maio (AQUI)

2º Dia - 23 de maio (AQUI)

3º Dia - 24 de maio (AQUI)

4º Dia - 25 de maio (AQUI)

5ª Dia - 26 de Maio (AQUI)

6º Dia - 27 de Maio (AQUI)

7º Dia - 28 de maio (AQUI)

8º Dia - 29 de maio (AQUI)

9º Dia - 30 de maio (AQUI)

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A Mais Alta Dignidade

Conhecemos todos o modo de pensar desta sociedade que somos, no que se refere, de modo geral, naturalmente, a Deus e a tudo o que Lhe diz respeito. Invertemos valores: pusemos o homem no lugar de Deus, e perdemos o senti-do do que somos; agora estamos em processo rápido de profunda perda de dignidade humana, quando pomos os animais acima das pessoas. A consequência de nos pormos acima de Deus levou-nos a ficar abaixo dos animais.

Perdidos numa forma de pensar que nos afasta de Deus, reagimos da forma mais infeliz quando uma criança, adolescente, ou jovem manifesta o interesse por se consagrar a Deus no sacerdócio. Digo ser a forma mais infeliz porque, além de não se respeitar a pessoa, se desmotiva e arrasa "em modo (uso a palavra da moda) bulliyng, um projeto de vida pessoal, e, mais grave ainda, pode estar-se a impedir um projeto de Deus, o mais dignificante do ser humano: ser integrado, por escolha divina, no ministério do próprio Jesus Cristo.

Bem sei que só quem acredita e vive da fé pode entender e dar valor ao que escrevo: outros veriam nisto, se o lessem, uma oportunidade de escárnio e maldizer. Quem dera que acontecesse só com quem se diz não cristão! A dificuldade maior está em que a atitude desmotivadora e negativa acontece dentro da própria casa, na família, como nos cristãos em geral. 

Muito se diria, mas ficam apenas pensamentos que mostrem um pouco da grandeza da vocação sacerdotal e da vida que, exercendo-se bem, se gera no próprio sacerdote e à sua volta. Tem pecados? Sim. Como qualquer pessoa deve não viver neles. Não sendo o sacerdócio uma "profissão", mas uma vocação, o Senhor chama os que quer e investe-os do seu próprio poder para que possam atuar Nele.

Nos sacramentos, particularmente na Eucaristia e na reconciliação atua o próprio Deus. Jesus eleva a uma tão alta dignidade o sacerdote, que chega ao ponto de depender dele para atuar. Se o sacerdote não quiser, a Eucaristia não acontece. Sendo uma responsabilidade muitíssimo grande, o ser padre é uma dignidade infinita, que deve levar o sacerdote a uma profunda humildade. É digníssimo ser sacerdote, como o é ter um filho que o seja. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Encontro Regional do Escutismo

O Souto da Carpalhosa recebeu mais de 500 escuteiros participantes do Encontro Regional de Guias, que decorreu no passado sábado, dia 10 de novembro. Esta edição contou com uma participação acima de 90% de todos os guias de mais de três dezenas de agrupamentos da Região de Leiria-Fátima do Corpo Nacional de Escutas.
Esta atividade tem sido repetida anualmente como “fulcral para o bom funcionamento de mais um ano escutista”, refere o secretariado regional de comunicação e imagem, lembrando que “os guias têm um papel central no movimento escutista, pois são eles os verdadeiros líderes e decisores, mais próximos dos seus colegas e elo importantíssimo no sistema de patrulhas”. Este encontro tem o propósito de formar quem vai guiar as suas equipas ao longo do ano, sobretudo relativamente aos objetivos assumidos pela Junta Regional.
Participações por Concelho:
- Concelho de Ourém: os agrupamentos de Fátima, Ourém, Nossa Senhora das Misericórdias, Ribeira do Fárrio, Olival e Caxarias marcaram presença nesta atividade com 65 escuteiros.
- Concelho de Porto de Mós: o agrupamento de Porto de Mós esteve representado com 25 escuteiros.
- Concelho da Batalha: o agrupamento da Batalha esteve representado com 20 escuteiros.
- Concelho de Alcanena: o agrupamento de Minde esteve representado com 15 escuteiros.
- Concelho de Alcobaça: o agrupamento de Aljubarrota esteve representado com 20 escuteiros.
- Concelho da Marinha Grande: os agrupamentos da Marinha Grande e da Vieira de Leiria estiveram representados com 35 escuteiros.
-. Concelho de Leiria: os 18 agrupamentos do concelho de Leiria estiveram representados com 310 escuteiros.
- Concelho de Pombal: o agrupamento de Carnide esteve representado com 15 escuteiros.
                                                                                                                               Notícia: www.leiria-fatima.pt

terça-feira, 1 de maio de 2018

Especial Para Deus



Quanto medo e quantas maquinações de mal nascem quando uma criança, ainda que na sua inocência diga que quer ser padre! Se na adolescência ou na juventude alguém assim se manifesta, tornam-se mais severas tais maquinações por parte daqueles que se deixam ser instrumentos do Mal, assim como os medos dos pais que, tornando-se pequeninos não veem além do medo e perdem a o olhar da grandeza do dom e da graça que é vocação sacerdotal de um filho seu. Não perde, porque Deus nada deixaria perder a quem Lhe consagra um filho.

O sacerdote é escolhido por Deus, é eleito, não por mérito ou valor seu, mas por puro dom de Deus, para integrar a porção mais dignificante da sua vinha. Não há, repito, não há estado mais dignificante para o ser humano, como o ser humano, como este de ser escolhido pelo próprio Deus para ser dispensador dos seus dons e graças. Porque é especial para Deus, porque e Ele é consagrado, o sacerdócio é também a realidade mais odiada, mais perseguida, a mais atacada pelas forças do mal, que atuam no mundo subtil ou claramente.

Só a força da oração e a confiante certeza da permanente graça de Deus, a que se aliam os frutos do ministério, embora não sendo seus mas de Deus, dão ao sacerdote a força e o ânimo para caminhar. "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, pois é grande nos céus a vossa recompensa" (Mt 5,11-12).

É verdadeiramente dom, graça, e felicidade que o sacerdote se sinta despojado de si mesmo e, no meio dos seus muitos pecados, se saiba amado e instrumento de Deus para Ele realize a Salvação. Saber que, quando atua in persona Christi (na pessoa de Cristo) são suas as palavras e os gestos, mas que é do próprio Deus a ação e a força que têm! Saber que a Graça passa por si, que Deus se faz realmente presente quando pronuncia as palavras da Consagração, que Deus se faz perdão, quando pronuncia as palavras da Absolvição!

Porque a graça é dom gratuito, ela é oferecida não apenas ao sacerdote, àquele que diz "sim" ao chamamento, mas à família que disse o seu "sim", na consagração de um filho, como também à comunidade que o ajuda a crescer. Naturalmente a graça atua tanto quanto a abertura que se tem a ela. Se conhecêssemos o Dom de Deus!!!                                                                                          (22-4-18)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ainda é Natal

É Natal. Cada um o vive à sua maneira e medida. Para muitos não passará de um único dia, talvez uma noite. Para nos cristãos é um tempo que começa com o nascimento de Jesus e termina, apenas, na celebração da Festa do seu Batismo (este ano, no dia 8 de janeiro).
As celebrações na paróquia são vividas da forma habitual.No próximo domingo faremos o Jubileu das famílias, 24 casais que celebram bodas matrimoniais, já disseram estar presentes.

Ficam algumas fotos, de baixa qualidade, foram feitas com telemóvel. São o pre´sepio e a capela mor da igreja paroquial


domingo, 26 de novembro de 2017

Semana de Nossa Senhora - Chã e Moita


Iniciámos em princípios de 2017 uma iniciativa a que demos o nome de  "Semana de Nossa  Senhora". Uma imagem de Nossa vai percorrendo a paróquia, permanecendo cerca de um mês em cada comunidade, aí havendo uma semana intensa de atividades de oração de reflexão. No restante tem+o as comunidades são convidadas à oração, o que tem acontecido, nalguns casos, não apenas enquanto está a imagem, mas também no tempo seguinte.

A iniciativa tem superado um pouco aquilo que se esperava inicialmente, pelo que há já proposta para que continue daqui por diante. Nesse sentido, no passado dia 8 (outubro) foi benzida uma imagem oferecida por uma família para esse fim.

No dia 10 iniciou-se a Semana de Nossa Senhora na Chã da Laranjeira, sendo a imagem levada em procissão automóvel de S. Miguel para a Chã.


A 13 de novembro a Imagem foi levada em procissão para a Moita da Roda, onde decorreu mais uma semana dedicada a Maria e à Mensagem que dos Céu nos traz.

Uma vez mais, pessoas das diversas comunidades acorreram para celebrar.
Aspeto a salientar também, é uma intensificação da oração do terço nas comunidades, não apenas durante a permanência da imagem, que é de cerca de um mês em cada comunidade.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Novo Ano


Decorreu, já no domingo dia 8 de outubro, o compromisso dos catequistas e o início do ovo ano catequético. Durante o fim de semana, nos diversos centros de catequese deu-se início à actividade. As dificuldades são as mesmas de sempre: poucos catequistas, com insuficiente formação, numa comunidade alheada de Deus e da missão a que é chamada. Naturalmente, agradecemos a Deus a generosidade de quem se dispões  a fazer o seu melhor nestes tempos difíceis para a evangelização.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Já não é Segredo

Na descrição da terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora, em julho, a Irmã Lúcia diz: "Depois ... vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda. Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Semana de Nossa Senhora - Arroteia

Demos já início a mais uma semana de oração e reflexão comunitária. A imagem de Nossa Senhora foi ontem (20 de julho 17), levada em procissão de automóveis da igreja da Carreira para a da Arroteia, onde ficará até ser levada para a de São Miguel. O programa seguido foi o habitual: oração do terço na igreja

domingo, 11 de junho de 2017

Mistério Inefável

É grande, muito grande, este mistério. A Misericórdia manifesta-se assim, porque não podia ser de outra forma, no perfeito Amor com que nos ama, Deus veio até nós para, no meio de nós e em nós, permanecer até ao fim dos tempos e da história. Presença no meio de nós, na pessoa do Filho, Ele

sábado, 8 de abril de 2017

Mensageiro em Rede


Estamos, novamente, a publicar no Blog o Mensageiro em Rede, Boletim semanal das paróquias de Souto da Carpalhosa e Monte Real. Pode ver na coluna da direita. Havendo alguma dificuldade em abrir o ficheiro, agradecemos que no-lo comunique. Se desejar receber o Boletim, semanalmente, via email: CLIQUE AQUI

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Semana de Nossa Senhora - Picoto

Está a decorrer mais uma "Semana de Nossa Senhora", agora no lugar do Picoto. Este foi um dos modos de celebrar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima: Levar a imagem de Nossa Senhora às 10 igrejas da comunidade paroquial, ao longo de 10 meses, estando cerca de um Mês em cada uma delas, sendo que ao longo de uma semana há momentos de oração todos os dias.
Dependendo o programas de cada uma das comunidades, que

sábado, 1 de abril de 2017

Mensageiro em Rede 02-04-2017

sábado, 25 de março de 2017

Mensageiro em Rede 26-3-2017