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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Sem Vida

No que diz respeito à catequese das crianças e adolescentes, começam as aflições que a todos tocam. Para os "responsáveis" pela catequese, a começar pelo pároco, levantam-se as questões costumeiras: como fazer? Onde "encontrar" catequistas?... Já da parte de dos catequizandos se levanta o problema do "já aí está a  escola e a catequese outra vez"... Por parte dos pais, particularmente os que têm filhos em idade de iniciar a caminhada catequética, importa  saber o  quando começa e o como inscrever os filhos?.

Tudo questões para as quais se encontrarão respostas e soluções, mais ou menos atravancadas, infelizmente, por as nossas comunidades não estarem preparadas, nem se sentindo necessitadas de catequese, porque, mais grave ainda, não se sente proximidade com Deus nem, ao menos, necessidade d'Ele.

Ao iniciar mais um ano de catequese, muitas  questões se levantam a quem tem o desejo e a responsabilidade de a fazer avançar. Antes de mais, perguntamo-nos do "a quem" catequizar? A resposta vai no sentido oposto àquilo que, habitualmente, se faz. Os adultos, esses que já têm "tudo", são aqueles que mais têm necessidade de catequização porque, na prática, uma enormíssima maioria não tem "nada". Se não são os pais a assumir a responsabilidade e o cuidado da educação dos filhos, diremos que é perder tempo e contraproducente a catequese às crianças. A elas dá-se um sopro daquilo que os pais negam, em teoria e em prática. O resultado? "Nenhum". Deixo a resposta entre aspas por não corresponder exatamente à verdade, pois a ação da graça divina não é vã, e, além disso,  pelo menos alguns dos catequistas acabam por fazer caminhada. 

Afirmar que o resultado é nenhum, vem-nos da análise que, com o olhar, fazemos das nossas comunidades, das nossas celebrações. Não se veem as crianças, os adolescentes ou os jovens crismados, a fazer parte da comunidade celebrativa. Só celebra quem vive. Quem não vive está morto. Não se veem os pais dos filhos que frequentam a catequese. Se não há vida nos pais, dificilmente a haverá nos filhos. Honra seja feita àqueles, muito poucos, que, fazendo parte destes grupos dos ausentes, estão presentes  e manifestam fé. 


terça-feira, 1 de setembro de 2020

vai-te daqui, Satanás

 



Satanás não é propriamente o mais simpático de se chamar a alguém, mas foi o que Jesus chamou a Pedro, quando reagiu como reagiu ao ouvir Jesus dizer que havia de morrer às mãos dos “grandes” de Jerusalém.

Satanás tão somente aquele que se opõe e comanda toda a oposição a Deus. Toda a sua vontade e todo o seu agir vão no sentido de impedir que se realize o projeto salvador de Deus. Porque contra Deus não pode nada, atua junto das criaturas livres, o ser humano, para nos levar a negar, a impedir e a recusar a salvação operada e oferecida por Deus. Deus salva, o diabo quer que não chegue a nós essa salvação. 

Embora não se dando conta, S. Pedro estava a deixar-se guiar por vontade diabólica procurando levar Jesus a não se entregar à morte, precisamente porque seria nessa entrega que aconteceria a salvação, como de facto sucedeu. S. pedro está a reagir com a melhor das intenções querendo evitar a morte de Jesus - “Deus Te livre de tal, Senhor, isso não há de acontecer” - Se tal não acontecesse, não aconteceria a Salvação, os planos de Deus seriam frustrados. Esse era, continua a ser, o plano de satanás. Porque estava a agir por meros intuitos humanos, recusando que a ação de Deus se operasse, estava a ser intermediário do mal, e Jesus identifica-o com o próprio mal.

É assim mesmo que ele atua: discretamente; fazendo passar por bom aquilo que é mau; atraindo para a ilusão de vida aquilo que a ela não conduz; criando indiferença em relação a Deus; destruindo as bases das relações de amor, como é o caso da família; sexualizando as relações entre pessoas; levando a transpor os valores da vida humana para os animais, desvalorizando-os nas pessoas; destruindo a vida pelo aborto e a eutanásia, fazendo passar por valores aquilo que é exatamente o seu contrário… Tenha-se em conta que, como norma, ele não atua diretamente, mas através das pessoas, e sempre que se faz a sua vontade ele ganha terreno e quem perde somos nós. Ele nada perde porque só há sentimento de algo que é bom, e ele é condenado e nada há nele que não seja mal.

Foi das suas mãos, do seu poder, do seu domínio, que Jesus nos libertou ao morrer na cruz. É dele que Deus quer libertar-nos. Está em nós a escolha.

sábado, 30 de julho de 2016

Celeiros Novos sem Mofo.


Não me sai da memória um funeral a que, há já bons largos anos, presidi. Funeral de alguém que organizou uma festa com os amigos porque, graças à reforma antecipada, deixava o (bom) emprego na perspetiva

domingo, 27 de março de 2016

Da Morte à Vida


Celebramos a Páscoa, a "passagem" da morte à vida. Quando todos acreditavam que tudo estava terminado: o "pesadelo" para uns, aqueles que não suportavam Jesus, as suas palavras, os seus gestos, a sua aproximação aos mais desfavorecidos, aos "impuros" da sociedade, aos pecadores, à "escumalha" do seu tempo, a aproximação das multidões