quinta-feira, 30 de abril de 2020

Rezar o Terço, em Maio, com crianças e adolescentes

Para meditação dos mistérios,

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terça-feira, 21 de abril de 2020

Faleceu o Sr. Padre Manuel Gaspar

O cónego Manuel da Silva Gaspar, de 101 anos, faleceu esta manhã, de doença natural, na Casa Diocesana do Clero, em Fátima, onde residia. O funeral será no cemitério do Souto da Carpalhosa.

Filho de Manuel da Silva e de Maria de Jesus, nasceu no Souto da Carpalhosa, no lugar da Carpalhosa, concelho de Leiria, em 6 de outubro de 1918. Entrou para o Seminário de Leiria em 1932. Concluída a sua formação, foi ordenado padre em 12 de julho de 1942, no Santuário de Fátima, pelo bispo D. José Alves Correia da Silva. Era irmão mais velho do padre Virgílio da Silva, já falecido. No seu longo percurso de serviço à Igreja, foi prefeito (1942-1961) e professor (1942-1974) do Seminário Diocesano de Leiria, assistente diocesano dos Cruzados de Fátima (atualmente Movimento da Mensagem de Fátima) de 1949 a 1960 e do movimento Juventude Independente Católica Feminina (JICF). Nos serviços diocesanos, desempenhou os cargos de Secretário da Associação de Doutrina Cristã (antecessor do atual serviço de catequese), de 1953 a 1960, Diretor da Pastoral Vocacional (1962-1972) e do Secretariado de Liturgia e Arte sacra, mais tarde denominado Secretariado de Pastoral litúrgica e Música Sacra (de 1972 a 2003). Foi ainda Juiz Pró-Sinodal na cúria diocesana, membro do Conselho Presbiteral em vários mandatos e do Cabido da catedral, tendo sido nomeado cónego em 1978.

No serviço mais diretamente pastoral, foi pároco dos Marrazes (1974-1978) e de Leiria (1978-1998), tendo sido também vigário da Vara de Leiria, desde 1976, durante pelo menos três mandatos. Em 1998, por motivos de saúde, deixou o serviço pastoral da paróquia de Leiria, indo residir para a Casa Diocesana do Clero e mantendo atividade no Secretariado de Pastoral Litúrgica.

Colaborou também na revisão linguística e literária da Bíblia Monumental Ilustrada, de livros litúrgicos e de várias publicações do Santuário de Fátima. O Cónego Manuel da Silva Gaspar era um homem muito acessível e amável, discreto, estudioso e de notável cultura, com uma paixão pela fotografia. No seu magistério de professor de várias disciplinas, era reconhecido como um bom pedagogo. Tinha um carinho especial pelos seus confrades, os sacerdotes, especialmente pelos mais novos. Acolheu vários em estágio pastoral e como colaboradores, dando-lhes espaço e apoiando-os no seu modo de ser e nas iniciativas. Foi um sacerdote que cultivou com profundidade a espiritualidade, com especial interesse pela liturgia, sabendo discernir bem o espírito autêntico e as normas práticas. Neste sentido, cuidou da formação dos sacerdotes, dos ministros extraordinários da comunhão e da publicação de ensinamentos nos jornais diocesanos. Sabia atender bem as pessoas e servi-las como bom pastor. Foi um zeloso ministro de Cristo e servidor da Igreja.

Ao mesmo tempo que agradecemos a Deus o dom da vida e do ministério deste fiel e generosos sacerdote, manifestamos o reconhecimento à Casa Diocesana do Clero e às suas colaboradoras, pelo competente e carinhoso serviço com que dele cuidaram nesta última fase da sua vida. Apresentamos sentidos pêsames aos familiares e amigos e imploramos de Deus o dom de novas vocações sacerdotais para o serviço do Seu povo, conforme o exemplo deste sacerdote.

Leiria, 20 de abril de 2020.
Padre Jorge Guarda
Vigário Geral

sexta-feira, 27 de março de 2020

Aos paroquianos de Monte Real e Souto da Carpalhosa


Aos paroquianos de Monte Real e Souto da Carpalhosa

O tempo e a situação que vivemos são estranhos. Nunca, entre nós terá acontecido tal situação de, para nos protegermos uns aos outros, estarmos impedidos de exercer umas das caraterísticas fundamentais do ser humano: a sociabilização. O que acontece tem que ser feito á distância, usando outros meios, não o da proximidade física.

Graças a Deus, são muitos os meios de que dispomos para comunicarmos e estarmos, assim, minimamente presentes nas vidas dos que fazem parte da nossa vida.

Alguns pontos:
1.    Sigamos as orientações que nos são dadas, permanecendo em casa, tudo fazendo para que não seja posta em risco a nossa vida nem as dos outros. Tenhamos presente que se por irresponsabilidade contaminarmos alguém com um vírus que pode causar-lhe a morte é pecado, é grave, é atentar contra a vida.
2.    Habitualmente, fazemos um tempo de adoração do Santíssimo Sacramento, via Facebook CLIQUE AQUI das 15:00 às 16:00 (todos os dias); Missa às 19:00 (segunda a sábado); Missa às 11:30 (domingo). Tendo em conta as frágeis condições de captação de imagem e som, se for possível, ligue o computador ou o telemóvel à televisão, vê-se e ouve-se melhor;
3.    Chegou-nos a informação de que em alguns sítios a imagem peregrina de Nossa Senhora continua a andar de casa em casa. Isso não deve acontecer. Nem as imagens peregrinas, nem os coros da Sagrada Família devem, neste tempo, ser passadas de cada em casa. Devem parar onde se encontram, retomando-se, depois o normal circuito de casa em casa.
4.    Na celebração da Eucaristia rezamos por todas as intenções das comunidades. Se alguém quiser que seja anunciada alguma intenção particular, deve comunicá-la atempadamente.

Não deixamos de aproveitar este tempo, esta ocasião, para repensar a vida e os valores que vivemos, procurando recentrar o que somos e vivemos.

A bênção e a graça de Deus desçam, e permaneçam, sobre cada um.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Tempos Incertos

Mais um dia de necessária clausura nestes tempos incertos. Não temos que queremos, temos o que nos é possível. A nós cristãos, fica-nos a tristeza de não podermos celebrar comunitariamente a fé, mas leva-nos a uma reflexão e tomada de consciência dos momentos de graça divina do que tivemos até aqui e não aproveitámos. Queira Deus, fique em nós uma vontade grande e firme de nos tornarmos mais próximos de Deus, percebendo que não é em nossas mãos que está a salvação.

Hoje e amanhã era, permita-se-me que diga, é o tempo das “24 horas para o Senhor”. Não o faremos diante do santíssimo Sacramento, nas igrejas, para evitar aglomeração de pessoas, mas podemos fazê-lo no silêncio de nossas casas. Estamos a apontar para fazer adoração em privado, mas com transmissão via Facebook, na medida do que nos for possível, amanhã, dia 21, no período da manhã e também no da tarde. Permitindo, assim, que cada um, possa seguir nas suas casas e fazer silêncio orante.

Agora, que temos “todo o tempo do mundo” para rezar, e ainda sobra algum para “pasmar”, deitemos as mãos na massa e construamos um futuro diferente. Depois da tempestade vem a bonança. Não podemos, no entanto, descurar que outras tempestades surgirão.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Covid-19 Comunicação


domingo, 1 de março de 2020

O MUNDO, O DEMÓNIO E A CARNE

Estão na memória de muitos de nós os chamados “inimigos da Alma”, seja dizer-se: os inimigos da Salvação. Mundo, demónio e carne. Reportando-nos ao que nos diz a Escritura sobre o tempo de Jesus no deserto, façamos uma breve aproximação entre Jesus e estes inimigos da alma que, nós tão tranquilamente descuramos.

1.  O mundo não é mais que a mundanidade, o viver distanciados de Deus, pondo no lugar que Lhe compete as realidades mundanas, coisas e pessoas, a que tanto valor damos. Para Deus adota-se o mundo. Jesus retira-se do mundo das coisas e das pessoas, para o encontro com Deus, em retiro, no deserto;

2. Demónio: a força do mal, o príncipe do mundo, como Jesus lhe chama, que tudo faz e se serve para enganar, seduzir, desviar e afastar de Deus as pessoas e a obra da Criação divina. Discreta ou descaradamente, nos envolve e atrai, com ilusões e enganos, fazendo parecer ser bom e meritório o que realmente é mau, condenável e à condenação conduz. É tão fácil ceder que nem é preciso dar passos, tranquilamente se desliza para dentro da “cantiga” com que nos encanta. Jesus afastou-se dele, recusando-o, não cedendo, vencendo-o com a Palavra de Deus, impondo-se a Si mesmo como Senhor da sua vontade e do seu querer fazer a vontade do pai e só a Ele adorar;

3. Carne: são os prazer que se buscam pelo prazer. Nosso corpo é bom, se de equilíbrio e a harmonia se compõe. A sociedade que somos tem como princípio e pano de fundo do existir o “carpe diem” (vive, goza, a vida). Talvez mais do que nunca, nos centramos em nós, na prossecução dos nossos prazeres e tudo orientamos para a realização e o consolo pessoal. O rumo que se vai percorrendo está a orientar-se no sentido de tudo ser lícito e bom, desde que concretize os nossos, por vezes loucos, desejos. Não comemos para viver, mas por enfartar o prazer; não celebramos dentro da alegria, mas buscamos alegra-nos, no exagero do álcool e das drogas, para pensarmos que somos felizes. Jesus jejuou, consagrando o esforço do controle cada um de nós é chamado a ter de si, vivendo como senhores de nós mesmos e não, deixando-nos ser controlados pelo parecer, pelo ter, pelo poder.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Viagem à Croácia



segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Contemplar o Mistério


Não dá para dizer e, a nós, não dá sequer para contemplar. Já todos Não dá para dizer e, a nós, não dá sequer para contemplar. Já todos nos sentimos fascinados com o terno encanto do sono de um bebé. Talvez tenhamos tido até uma certa inveja da paz que o envolve, precisamente por ser o que buscamos e ele, sem esforço algum tem-na toda.

Podemos deixar o pensamento voar até à gruta de Belém, mais fácil para quem teve a graça de a visitar já, e deixá-lo contemplar o cenário humano-divino: Maria e José sem palavras para dizer. O menino envolto em paninhos ternamente preparados por sua Mãe e deitado na manjedoura. O mistério naquela pequenina gruta, vivido na intimidade de uma família em que o amor é pleno, era tão intenso  que  o  não  poderíamos sentir: o Céu veio à terra e a terra tornou-se Céu.

Aquele Menino  era em tudo perfeito: Deus revestira-se da humana natureza, buscando-a numa perfeita criatura, onde a fealdade do peca não tinha machado nem a alma nem o corpo. Deixemos de lado a cor dos olhos ou a tez da pele para nos fixarmos, como fizeram Maria e José, no Mistério do Homem-Deus. Ficaremos sem palavras, de olhar humedecido e coração tremente, como fica quem se deixa comover pelo próprio Deus. 

Contemplar o Mistério deste Menino é deixar-se envolver pela grandeza do amor terno de Deus e, deixando-se levar por ele, permitir que a sua ação em nós transborde e toque todos aqueles de quem, de algum modo, nos aproximamos. Um coração tocado por Deus não se fecha batendo em solidão, mas explode para bater em uníssono com o daqueles que são de boa vontade e procuram o encontro com Deus.

Fazer Natal é parar em cada dia, fechar os olhos ao mundo, contemplar um pedacinho de Deus, num dos momentos da História do seu amor em nossas vidas,   permitir que Ele entre mais em nosso ser e que nos deixemos envolver plenamente no mistério da história de amor que faz com cada um de nós, pessoalmente



sábado, 2 de novembro de 2019

Com Tudo e Sem Nada

Não há coração ou cabeça que resistam. Vivemos em ambiente minimamente cristão, celebrando nestes dias “Todos os Santos” e os “Fiéis Defuntos”, festas profundamente cristãs, que nos apontam para a realidade de Deus, do bem, da luz, da vida. A elas antecipou-se uma outra de cariz completamente oposto e antagónico: o “Alloween” que evoca o mal, as trevas, a morte… Aparentemente não se trata de mais que uma festa mas, indo um pouquinho mais além percebe-se que, realmente assim não é.

Deixemos isso para nos centrarmos no que quero partilhar convosco e que, me preocupa, embora não angustie. Digo que não há coração que resista por estarmos a viver num mundo em radical mudança, encontrando-nos no meio de opostos que nos atraem e repelem: o homem e a máquina; o material e o espiritual; o bem e o mal…

Somos famílias pequeníssimas mas vivemos em casas enormes; recebemos informação em cima do acontecimento, mas não nos conhecemos uns aos outros; temos centenas de “amigos” espalhados pelo mundo, que “fizemos” nas redes sociais, mas não saímos de casa para falar ou estar com os vizinhos; queremos dar o melhor às nossas crianças, mas não lhes ensinamos os valores que lhes dariam a felicidade; somos grandes humanistas, mas defendemos mais os animais que as pessoas; gastamos biliões a construir naves espaciais, mas pagamos muito caro os transportes; gastamos tudo na busca de poder viver no espaço, mas não resolvemos os problemas da fome, da vida, na terra; temos tudo, como nunca se teve, mas, no fundo, somos infelizes. A lista continuaria.

Vivemos tão vazios e distantes de nós mesmos porque recusámos o termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Se não nos fixamos na razão por que fomos criados, perdemos o sentido de nós mesmos. Torna-se isso insuportável e torna-nos a nós insuportáveis para os demais porque os olhamos como concorrentes não como irmãos, como coisas ao nosso serviço não como pessoas a nós iguais. E o vazio dentro de nós enche-se sempre mais do nada que lhe damos na de o preencher. Cada vez mais  nos sentimos vazios porque nos buscamos fora de nós mesmos.

Se não sabemos o que realmente somos, não levaremos as crianças a crescer na descoberta do que são. Geramos nelas a confusão. O que julgam ser recebem-no de fora, de ideias de gente que não sabe o que é, e não de dentro de si mesmas, da força interior com que foram criadas. Serão mais infelizes que nós.
Não há coração ou mente que resistam.                                       

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A Mais Alta Dignidade

Conhecemos todos o modo de pensar desta sociedade que somos, no que se refere, de modo geral, naturalmente, a Deus e a tudo o que Lhe diz respeito. Invertemos valores: pusemos o homem no lugar de Deus, e perdemos o senti-do do que somos; agora estamos em processo rápido de profunda perda de dignidade humana, quando pomos os animais acima das pessoas. A consequência de nos pormos acima de Deus levou-nos a ficar abaixo dos animais.

Perdidos numa forma de pensar que nos afasta de Deus, reagimos da forma mais infeliz quando uma criança, adolescente, ou jovem manifesta o interesse por se consagrar a Deus no sacerdócio. Digo ser a forma mais infeliz porque, além de não se respeitar a pessoa, se desmotiva e arrasa "em modo (uso a palavra da moda) bulliyng, um projeto de vida pessoal, e, mais grave ainda, pode estar-se a impedir um projeto de Deus, o mais dignificante do ser humano: ser integrado, por escolha divina, no ministério do próprio Jesus Cristo.

Bem sei que só quem acredita e vive da fé pode entender e dar valor ao que escrevo: outros veriam nisto, se o lessem, uma oportunidade de escárnio e maldizer. Quem dera que acontecesse só com quem se diz não cristão! A dificuldade maior está em que a atitude desmotivadora e negativa acontece dentro da própria casa, na família, como nos cristãos em geral. 

Muito se diria, mas ficam apenas pensamentos que mostrem um pouco da grandeza da vocação sacerdotal e da vida que, exercendo-se bem, se gera no próprio sacerdote e à sua volta. Tem pecados? Sim. Como qualquer pessoa deve não viver neles. Não sendo o sacerdócio uma "profissão", mas uma vocação, o Senhor chama os que quer e investe-os do seu próprio poder para que possam atuar Nele.

Nos sacramentos, particularmente na Eucaristia e na reconciliação atua o próprio Deus. Jesus eleva a uma tão alta dignidade o sacerdote, que chega ao ponto de depender dele para atuar. Se o sacerdote não quiser, a Eucaristia não acontece. Sendo uma responsabilidade muitíssimo grande, o ser padre é uma dignidade infinita, que deve levar o sacerdote a uma profunda humildade. É digníssimo ser sacerdote, como o é ter um filho que o seja. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Encontro Regional do Escutismo

O Souto da Carpalhosa recebeu mais de 500 escuteiros participantes do Encontro Regional de Guias, que decorreu no passado sábado, dia 10 de novembro. Esta edição contou com uma participação acima de 90% de todos os guias de mais de três dezenas de agrupamentos da Região de Leiria-Fátima do Corpo Nacional de Escutas.
Esta atividade tem sido repetida anualmente como “fulcral para o bom funcionamento de mais um ano escutista”, refere o secretariado regional de comunicação e imagem, lembrando que “os guias têm um papel central no movimento escutista, pois são eles os verdadeiros líderes e decisores, mais próximos dos seus colegas e elo importantíssimo no sistema de patrulhas”. Este encontro tem o propósito de formar quem vai guiar as suas equipas ao longo do ano, sobretudo relativamente aos objetivos assumidos pela Junta Regional.
Participações por Concelho:
- Concelho de Ourém: os agrupamentos de Fátima, Ourém, Nossa Senhora das Misericórdias, Ribeira do Fárrio, Olival e Caxarias marcaram presença nesta atividade com 65 escuteiros.
- Concelho de Porto de Mós: o agrupamento de Porto de Mós esteve representado com 25 escuteiros.
- Concelho da Batalha: o agrupamento da Batalha esteve representado com 20 escuteiros.
- Concelho de Alcanena: o agrupamento de Minde esteve representado com 15 escuteiros.
- Concelho de Alcobaça: o agrupamento de Aljubarrota esteve representado com 20 escuteiros.
- Concelho da Marinha Grande: os agrupamentos da Marinha Grande e da Vieira de Leiria estiveram representados com 35 escuteiros.
-. Concelho de Leiria: os 18 agrupamentos do concelho de Leiria estiveram representados com 310 escuteiros.
- Concelho de Pombal: o agrupamento de Carnide esteve representado com 15 escuteiros.
                                                                                                                               Notícia: www.leiria-fatima.pt

terça-feira, 1 de maio de 2018

Especial Para Deus



Quanto medo e quantas maquinações de mal nascem quando uma criança, ainda que na sua inocência diga que quer ser padre! Se na adolescência ou na juventude alguém assim se manifesta, tornam-se mais severas tais maquinações por parte daqueles que se deixam ser instrumentos do Mal, assim como os medos dos pais que, tornando-se pequeninos não veem além do medo e perdem a o olhar da grandeza do dom e da graça que é vocação sacerdotal de um filho seu. Não perde, porque Deus nada deixaria perder a quem Lhe consagra um filho.

O sacerdote é escolhido por Deus, é eleito, não por mérito ou valor seu, mas por puro dom de Deus, para integrar a porção mais dignificante da sua vinha. Não há, repito, não há estado mais dignificante para o ser humano, como o ser humano, como este de ser escolhido pelo próprio Deus para ser dispensador dos seus dons e graças. Porque é especial para Deus, porque e Ele é consagrado, o sacerdócio é também a realidade mais odiada, mais perseguida, a mais atacada pelas forças do mal, que atuam no mundo subtil ou claramente.

Só a força da oração e a confiante certeza da permanente graça de Deus, a que se aliam os frutos do ministério, embora não sendo seus mas de Deus, dão ao sacerdote a força e o ânimo para caminhar. "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, pois é grande nos céus a vossa recompensa" (Mt 5,11-12).

É verdadeiramente dom, graça, e felicidade que o sacerdote se sinta despojado de si mesmo e, no meio dos seus muitos pecados, se saiba amado e instrumento de Deus para Ele realize a Salvação. Saber que, quando atua in persona Christi (na pessoa de Cristo) são suas as palavras e os gestos, mas que é do próprio Deus a ação e a força que têm! Saber que a Graça passa por si, que Deus se faz realmente presente quando pronuncia as palavras da Consagração, que Deus se faz perdão, quando pronuncia as palavras da Absolvição!

Porque a graça é dom gratuito, ela é oferecida não apenas ao sacerdote, àquele que diz "sim" ao chamamento, mas à família que disse o seu "sim", na consagração de um filho, como também à comunidade que o ajuda a crescer. Naturalmente a graça atua tanto quanto a abertura que se tem a ela. Se conhecêssemos o Dom de Deus!!!                                                                                          (22-4-18)

terça-feira, 3 de abril de 2018

Peregrinação à Polónia

Estamos a organizar uma Peregrinação à Polónia, de 2 a 8 de julho.
Programa e condições podem ser vistos no desdobrável.



Inscrições em curso.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Falando por Deus

Basta uma vírgula em texto escrito, como a entoação de voz em expressão falada, para se poder alterar radicalmente o sentido do que se está a dizer. 

Deus. É caso para perguntar: que vamos fazer à missa se não percebemos o que Deus nos diz. A celebração não é só Palavra, mas Deus também é Palavra. 

Não pode um leitor deixar de preparar, antecipadamente, a leitura que vai proclamar, porque não vai ler uma palavra sua, vai seu boca de Deus, porque Deus se serve da sua voz. Não faz apenas má figura quem lê mal, e ler mal não é apenas dizer mal "palavras difíceis", é também dizer palavras que o texto não tem. Tem responsabilidade diante das pessoas e diante de Deus quem não se prepara para fazer bem o que tem a fazer na celebração, como a tem quem podendo fazer bem nem sequer a isso se propõe.

"Eu não preciso de ler antes" é expressão que, não há muito tempo, ouvi de alguém que lê muito mal. 
Sei que, mesmo preparando-se, há fatores que levam a imperfeição de leitura. Perante isso o leitor perde qualquer culpa: preparou bem mas saiu mal, não tem de que se preocupar. Sei também que o que digo pode levar a reação negativa de algumas partes, por se sentirem não preparadas, e, por isso, ao deixar de fazer este serviço. Não é a melhor atitude. Quem não está preparado não desiste, prepara-se. 

A palavra de Deus, na missa, não se lê, proclama-se. Para isso tem que ser, antes, muito bem lida e entendida.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Nossa Senhora no Souto

Onze meses depois regressámos à igreja paroquial com a imagem de Nossa Senhora.

O projeto inicial de passagem por todas as igrejas da paróquia, por ocasião da celebração do Centenário das Aparições em Fátima, chegou ao fim, mas tendo em conta o que pudemos viver ao longo desta "peregrinação" pela paróquia, iremos continuar.

Começamos um novo tempo em que a imagem estará presente cerca de um mês em cada uma das comunidades.Celebraremos, semanalmente, a missa com reflexão mais alongada sobre  algum tema referente a Maria, sendo que cada comunidade poderá elaborar outro programa além daquele que se apresenta a nível paroquial.